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Afastado do STJ por denúncias de importunação sexual, ministro Marco Buzzi recebe mais de R$ 100 mil em salários mesmo fora do cargo em 2026

Afastado do STJ por denúncias de importunação sexual, ministro Marco Buzzi recebe mais de R$ 100 mil em salários mesmo fora do cargo em 2026

O ministro Marco Buzzi, afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decorrência de denúncias de importunação sexual, permanece recebendo remuneração elevadda mesmo em virtude de sua suspensão. Conforme informações divulgadas, Buzzi obteve, em 2026, um salário bruto de até R$ 132 mil, evidenciando que, apesar do afastamento formal, ele continua a receber uma remuneração significativa, o que suscita questionamentos sobre os procedimentos internos e o impacto dessa decisão na imagem do tribunal. A situação ocorre enquanto as investigações contra o ministro ainda estão em andamento, e Buzzi mantém uma remuneração parcial, visto que perdeu suas prerrogativas e é alvo de processos disciplinares internos.

A controvérsia em torno da manutenção do pagamento a um magistrado afastado por alegações graves demonstra uma complexidade dentro do sistema judiciário brasileiro. O afastamento de Buzzi foi determinado após denúncias feitas por testemunhas e vítimas que alegaram importunação sexual durante eventos institucionais, levando a uma sindicância interna e ao afastamento preventivo. No entanto, dados mostram que, mesmo afastado, o ministro continua a receber uma remuneração que, em alguns meses, ultrapassa R$ 120 mil, o que alimenta debates sobre os limites e condições dos afastamentos de altos magistrados.

Segundo fontes do tribunal e documentos oficiais, o pagamento é decorrente de direitos adquiridos durante seu mandato, além de possíveis verbas rescisórias ou benefícios vinculados ao cargo. Apesar de estar afastado, Marco Buzzi recebeu, em 2026, uma soma considerável, enquanto aguarda o desfecho das apurações. A manutenção dessa remuneração ocorre de acordo com as normativas internas, mas tem gerado reações de setores da sociedade e de entidades de defesa dos direitos das vítimas, que questionam a adequação de tais valores em situações de grave suspeita de conduta inadequada.

As investigações continuam sob sigilo, conduzidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo próprio STJ, que adotaram medidas disciplinares contra Buzzi, incluindo a perda de prerrogativas relativas ao cargo. O processo penal, caso seja instaurado, poderá determinar novas ações e possíveis penalidades, dependendo do resultado das apurações. Especialistas apontam que esse cenário revela a necessidade de revisões nas regras de remuneração e de procedimentos para afastamento de juízes e ministros envolvidos em denúncias graves, a fim de garantir maior transparência e coerência com os princípios de ética.

A repercussão pública do caso tem sido intensa, com instituições de direitos humanos, associações de magistrados e representantes políticos cobrando maior transparência por parte do tribunal e do Conselho Nacional de Justiça. A sociedade demonstra preocupação com o fato de que altos membros do judiciário possam continuar recebendo altos salários mesmo em situações de investigação por conduta inadequada. A trajetória de Marco Buzzi, nesse contexto, reflete os desafios enfrentados pelo sistema judiciário brasileiro na gestão de casos sensíveis e na garantia de accountability de seus integrantes, sobretudo em tempos de maior mobilização social por justiça e ética.

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