ONU denuncia como ‘tortura’ a execução ao vivo anunciada nos EUA
ONU denuncia como 'tortura' a execução ao vivo anunciada nos EUA
A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou veemente repúdio à decisão dos Estados Unidos de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hassan, autor do massacre ocorrido em 2009, marcada para 3 de dezembro de 2026. Em comunicado oficial, o órgão internacional classificou tal medida como um ato análogo à tortura, reiterando a incompatibilidade de execuções públicas com os mais elementares princípios de direitos humanos.
A declaração da ONU sublinha que a transmissão ao vivo de uma execução, além de infligir sofrimento psicológico extremo ao condenado, desrespeita a dignidade humana e pode ter um efeito desestabilizador e prejudicial na sociedade. A organização enfatiza que a proibição absoluta da tortura e de penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes é um pilar fundamental do direito internacional, aplicável em todas as circunstâncias, sem exceções.
O organismo internacional aponta ainda que a execução pública de Hassan viola o direito à vida e o direito a um julgamento justo, princípios consagrados em diversos tratados internacionais dos quais os Estados Unidos são signatários. A ONU, por meio de seus especialistas em direitos humanos, insta o governo americano a reconsiderar essa decisão e a aderir aos padrões internacionais que regem a aplicação da pena de morte, priorizando a dignidade humana em todos os processos legais.
As informações divulgadas pela ONU baseiam-se em um comunicado oficial emitido pelos relatores especiais das Nações Unidas sobre tortura e sobre direitos humanos e terrorismo. O órgão reforça a necessidade de que todos os Estados, independentemente de seus sistemas jurídicos internos, respeitem e implementem os compromissos internacionais relativos à proteção dos direitos humanos, mesmo em casos de crimes graves.
Fonte: g1.globo.com – Sendo uma reprodução que se faz necessária para fins de divulgação, informamos que todo crédito pelo conteúdo original pertence ao autor e ao veículo g1.globo.com. Esta publicação é feita com base na criação de terceiros, por isso creditamos a fonte original.



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