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Major da PM morre após ser atacado por abelhas no interior do Tocantins

Major da PM morre após ser atacado por abelhas no interior do Tocantins

Um major aposentado da Polícia Militar, de 54 anos, faleceu após ser atacado por uma colmeia de abelhas durante uma pescaria no município de Paranã, no sul do Tocantins, na manhã de 09 de junho de 2026. O incidente ocorreu em uma área rural próxima ao rio Paranã, quando o militar, que já estava em repouso, estaria sozinho em uma propriedade particular. Segundo relatos da família, ele foi sorrido por uma grande colmeia em uma árvore e, ao tentar eliminá-la, foi severamente picado por centenas de abelhas, desencadeando uma reação anafilática.

A vítima foi imediatamente socorrida por uma equipe de resgate da Polícia Militar e da Secretaria Estadual de Saúde do Tocantins, que acompanhou-a em ambulância para o Hospital Regional de Palmas. No entanto, devido à gravidade das lesões e à perda de consciência durante o transporte, o major não resistiu ao ataque e faleceu antes de chegar ao estabelecimento de saúde. O corpo foi levado à Forense para autópsia, que confirmou a causa da morte como consequência direta do ataque alérgico. A região, famosa por sua biodiversidade, tem sofrido desequilíbrios ecológicos em recentes anos, o que pode ter contribuído para o aumento da população de abelhas em áreas habitadas.

A União dos Militares do Tocantins (Unimil-TO) lamentou a perda em uma nota oficial, destacando a trajetória do falecido como um profissional dedicado e respeitado durante seu período de ativação, que compreendeu mais de duas décadas na PM. “Sua presença será profundamente sentida. Que sua família encontre força neste momento de luto”, afirmou o presidente da Unimil-TO, major do reservista José da Silva. A organização também anunciou a realização de uma cerimônia fúnebre em sua homenagem no próximo dia.

O caso reacende o debate sobre a segurança em áreas rurais e o papel das autoridades locais na prevenção de acidentes com fauna. O governador do Tocantins, por meio da Secretaria de Segurança Pública, instaurou uma investigação para apurar as circunstâncias do crime e avaliar se medidas de conscientização sobre riscos em propriedades rurais seriam necessárias. Especialistas em ecoturismo destacam que ataques de abelhas, embora raros, são mais frequentes em regiões onde colmeias são manipuladas sem supervisão adequada.

Vizinhos do major aposentado contam que ele adorava passar o tempo livre na propriedade rural, onde praticava pesca e cuidava de animais. “Ele era muito cuidadoso com a natureza, mas nem sempre as situações são previsíveis”, disse um amigo próximo. A tragédia também levantou questionamentos sobre a falta de serviços de emergência em áreas isoladas do interior, já que o tempo de resposta da ambulância foi de aproximadamente 40 minutos.

A comunidade de Paranã, que perde um dos seus cidadãos mais queridos, reza por um aumento de investimentos em infraestrutura de saúde e proteção contra acidentes biológicos. Enquanto isso, a família do major segue orando por forças para enfrentar o luto, lembrando suas contribuições para a segurança pública e a construção da cidade. O caso serve como um lembrete da fragilidade da vida e da importância de equilibrar o convívio com a natureza.


Fonte: g1.globo.com – Sendo uma reprodução que se faz necessária para fins de divulgação, informamos que todo crédito pelo conteúdo original pertence ao autor e ao veículo g1.globo.com. Esta publicação é feita com base na criação de terceiros, por isso creditamos a fonte original.

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